Nos dias de hoje, a União Europeia não diz muito aos jovens. Os mais novos parecem desconhecer as instituições políticas europeias bem como os seus direitos (e também deveres) enquanto cidadãos da União Europeia.  No entanto, e ainda que sintamos uma distância física e “psicológica”, muitos de nós, jovens, enquanto cidadãos Europeus, beneficiamos de coisas e de situações  básicas presentes no nosso dia a dia que acreditamos já estarem garantidas, nomeadamente,  a segurança e a facilidade de viajar na União Europeia;  telecomunicações de qualidade;  cuidados de saúde e de segurança em toda a União Europeia; livre circulação mercadorias; serviços e capitais na União Europeia, por exemplo  e nem nos lembramos que só acedemos a tais facilidades porque somos cidadão da União Europeia.

Os jovens, enquanto cidadãos europeus, devem ter a perceção de que podem influenciar as políticas públicas da União Europeia de diferentes formas.

A primeira forma, é votando nas eleições legislativa. A segunda forma, é votar nas eleições para o Parlamento Europeu pois é esse voto que ajudará a determinar a posição do Parlamento Europeu relativamente às propostas legislativas. Então, por que não votar?  A terceira, é os jovens perceberem que enquanto cidadãos europeus, podem expressar as suas opiniões, participando nas consultas públicas. 

Como é que um projeto tão grande pode significar tão pouco para a juventude? Será que as temáticas de cariz europeu devem ser mais abordado nas escolas? Será que as instituições mais ligadas aos jovens lhes veiculam informações úteis e credíveis relativamente à importância do Parlamento Europeu e demais instituições europeias e suas políticas de atuação? 

Todo o projeto da União Europeia é sobre ti e todos nós, jovens, pelo que a tua, a nossa opinião, o teu, o nosso  voto  faz a diferença.  

Com isto, permito-me afirmar que quem faz a União Europeia somos nós. Então,  devemos usar a nossa voz! 

Matilde Carvalho

Membro do Gabinete de Cidadania da JSD Distrital de Lisboa