A política existe na minha vida desde que me recordo. Inicialmente com um intuito de observação e discussão do universo social e económico que me rodeava. No início da minha adolescência, comecei a entender o universo político como o meio para atingir um mundo melhor.

Enquanto jovem adulta, com 19 anos, tenho já enraizado a ideia de que quem faz política, deve exercê-la com espírito de serviço, norteado pela procura da salvaguarda do interesse público. Reconheço hoje, não ser esta uma tarefa fácil, por isso, não me demitindo, iniciei o meu percurso nas esferas que estavam ao meu alcance: o meu concelho, o meu distrito, o meu país…

Acredito que é através do processo legislativo, e consequentemente da produção de lei, que mudanças efetivas podem ser construídas de forma sólida, e mais eficaz. Por esta razão, escolhi Direito como área de formação, curso que frequento atualmente na Universidade Católica, e que me faz sentir realizada, por me atribuir ferramentas técnicas e científicas, que me possibilitam participar, de forma rigorosa, na mudança. 

Reconheço-me no Princípio Jurídico de igual respeito e consideração, formulado por Ronald Dwarkin. Pretende este princípio traduzir a ideia, de que deve o poder político tratar as pessoas com respeito, na medida em que as compreende como capazes de idealizar e agir na base de conceções inteligentes, sobre o modus operandi das suas vidas. Mas deve, de igual modo, tratá-las com preocupação, tendo presente que o ser humano é suscetível de sofrimento e de vulnerabilidade, sendo apenas possível a sua realização pessoal, quando não lhes falte bens básicos. 

Por conseguinte, idealizo e acredito numa sociedade onde a esfera de liberdade de cada um é uma garantia indubitável, devendo repercutir-se na defesa da iniciativa privada por parte do Estado. Simultaneamente, com igual relevância, não pode o Estado demitir-se de uma função protetora, onde a saúde, a segurança social, e a educação estão ao alcance de todos. 

Com esta diretriz valorativa, no próximo dia 6 de Outubro, serei candidata a deputada nas listas do PSD pelo círculo de Lisboa, procurando representar e alertar para os desafios que os jovens enfrentam, e que, muitas vezes, constituem uma barreira à construção da sua vida independente. 

Desafios estes que passam por diversas esferas, uma Escola Básica e Secundária pouco inclusiva e compreensiva, em que alunos com necessidades educativas específicas não são acompanhados a 100%. Bem como modelos de ensino ultrapassados, onde as aprendizagens adquiridas são cada vez mais desajustadas ao mundo tecnológico, e em constante mudança.

O acesso ao ensino superior em circunstâncias de igualdade de oportunidades, sem que os elevados custos do alojamento em Lisboa, e as propinas desajustadas à situação económica e social de cada um, impossibilitem tantos jovens de serem felizes com o percurso que idealizam para si. 

Não esqueço a premente necessidade, e incapacidade dos jovens de iniciarem sua aventura de uma vida independente, protegidos de forma especial, no que à facilitação do acesso à habitação e ao emprego diz respeito. 

É meu apanágio tratar de forma diferente o que é diferente, na medida da diferença. 

A mudança começa contigo e com o teu voto, não te demonstres indiferente.

Eva Brás Pinho

Candidata por Cascais