A Educação é um dos bens mais precisos da nossa sociedade, essencial para o desenvolvimento do nosso ser social, profissional e, como tal, não pode ser descurada. 

A verdade é que, consoante o tempo vai passando, os problemas do nosso sistema educativo parecem ser constantes, não só ao nível dos programas curriculares e da matéria, tão controversa, como os exames nacionais, mas também a funcionalização e gestão das nossas escolas públicas. Sim, porque não podemos apenas concentrar esforços na resolução dos problemas curriculares e de avaliação, visto que também temos de olhar para “o ambiente escolar”. De facto, será imperativo concentrar forças não só, na gestão das estruturas escolares, como também nos problemas técnicos dos equipamentos escolares, que indiretamente melhoram, a qualidade do ensino e o ambiente que se vive nas escolas. 

É essencial pensarmos em medidas e ações objetivas e inovadoras, como a descentralização da gestão das escolas para organismos que consigam atender de uma forma mais eficaz e rápida aos problemas das nossas escolas, tais como as juntas de freguesia ou as câmaras municipais, visto que são órgãos que estão mais próximos da população, dos nossos jovens e que conseguem ter uma maior perceção dos problemas, do que optar por organismos nacionais mais distantes dos alunos e das comunidades. Para além disto, é preciso também olhar para a educação no seu todo, numa perspetiva global, não esquecendo nenhum ciclo, como o ensino pré-escolar, que tanto anseiam por reformas e melhorias no acesso a mais crianças do nosso país.

Em suma, é com um pensamento inovador na busca de soluções práticas, mas com um conteúdo que fazem toda a diferença que conseguimos tonar o nosso sistema de educação excelente, uma verdadeira referência na formação de quadros nacionais. 

Pedro Elias Garcia

Coordenador do Gabinete da Educação da JSD Distrital de Lisboa

Lisboa, 30 de Maio de 2017

Este artigo de opinião foi originalmente publicado no documento Estratégias para uma Educação de Excelência.