A Distrital de Lisboa da Juventude Social Democrata (JSD) critica a opção do governo de acabar com a isenção de Taxa Social Única (TSU) para empresas que contratem jovens à procura do primeiro emprego, através de contratos sem termo. 

No cenário atual de desemprego jovem elevado, com a criação de emprego existente a recair principalmente em contratos a prazo, a JSD Distrital de Lisboa entende que a isenção total de TSU para empresas era um bom incentivo para o tecido empresarial português contratar jovens de forma mais estável e duradoura, pelo que a redução para metade desta isenção irá reduzir ainda mais as hipóteses de contratação sem termo de jovens portugueses. 

A conquista da independência de cada jovem está fortemente dependente das perspectivas com que encara a permanência num emprego, pelo que o fim da isenção e a redução de apoios ao emprego jovem significa que o governo abandonou mais uma vez os jovens quando em causa está a difícil luta por um lugar no mercado de um trabalho. 

A JSD Distrital de Lisboa apela ao Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva que recue nesta intenção anunciada e mantenha a isenção total de TSU para as empresas que contratem jovens sem termo.

A nossa preocupação relativamente a esta opção do governo vai ao encontro da manifestada pela Nacional da JSD – Juventude Social Democrata:

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“5. Esta opção de corte nos apoios à contratação é (mais uma) machadada nas oportunidades desta geração e queremos deixar bem clara a nossa condenação destas opções políticas que põem em causa o emprego dos nossos jovens, o futuro das novas gerações em Portugal. Os salários em Portugal já são baixos, mas agora o Governo deixa à vista toda uma estratégia para negar as possibilidades de emprego aos jovens. Rejeitamos, por completo, esta estratégia do governo das esquerdas que nega a possibilidade de criação de emprego a milhares de jovens portugueses. Enquanto optam por pagar salários milionários a alguns gestores públicos, demonstram uma completa falta de visão para os reais problemas do país e da juventude portuguesa. Com menos apoios à contratação, haverá menos emprego, menos crescimento e inovação, mais emigração e menos natalidade.” 

JSD Distrital de Lisboa, 19 de Outubro de 2016