Este Orçamento de Estado seria excelente caso o mundo acabasse em 2019. Como tal não se irá verificar, este não passa de um todo de emblemas eleitorais tendo em vista as próximas eleições.

O actual executivo, liderado por António Costa, ao realizar este OE esqueceu-se (ou não) que um dos conceitos chave em Economia são as flutuações económicas. Vários estudos apontam para uma recessão económica a nível mundial já a partir de 2020. Assim sendo, o que acontecerá a Portugal depois deste Orçamento de “chapa ganha chapa gasta”? Pois bem, uma das noções principais na elaboração de um OE é a sua sustentabilidade económica, ou seja, o facto de estar assente em políticas consideradas estáveis e seguras. O que acontecerá, então, quando o ciclo de crédito se inverter? O que irá suceder ao nosso país quando o BCE começar com o fim do programa de compras? Ou quando o crescimento económico congelar? Estas são algumas questões que gostaria de ver respondidas por parte do Primeiro-Ministro. 

Por outro lado, não é compreensível o facto de este OE não dar prioridade a temas como o da mobilidade, ou a uma política de habitação que promova e estimule o desenvolvimento académico dos jovens como nós.

Para se verificar de facto um aumento do poder de compra por parte das famílias, seria necessário a revisão das tabelas de IRS para o ano de 2019. Consequentemente, todos aqueles que estariam perto do limite do seu escalão e beneficiariam de um aumento salarial, acabarão por sair prejudicados. 

Por fim, gostaria de terminar este artigo de opinião com um trocadilho que vi há poucos dias na Internet, e que está total e realmente relacionado com as políticas deste Governo de António Costa – Especialidade do dia: compre uma cerveja pelo preço de duas e receba a segunda totalmente grátis!

João Corales,

Membro do Gabinete de Economia da JSD Distrital de Lisboa