Estamos num momento histórico, confrontados com uma solução de governo insólita que, com a sua ação, mas maioritariamente com a sua inação por ausência de uma qualquer agenda política que vá para lá da permanência no poder, tem consequências profundas no nosso país.

O país perde tempo, quando ainda temos atrasos crónicos face aos nossos parceiros europeus: estamos abaixo da média europeia na competitividade, na produtividade, na criação de riqueza, no rendimento, ou seja, temos de traçar objetivos claros para superar a média europeia em termos de crescimento e bem-estar das nossas populações.

Esses objetivos são fundamentais para uma estratégia de crescimento sustentável que traga mais desenvolvimento e justiça social. Há que dar prioridade às pessoas, valorizando-as, como forma de combater a pobreza e promover a mobilidade social. Numa sociedade em que a maioria da população tem ainda rendimentos baixos ou muito baixos, há que defender e reforçar o Estado Social, assegurando as condições da sua viabilidade e tendo como preocupação primeira o combate, sem tréguas, à exclusão e às desigualdades sociais.

Há que fortalecer a competitividade da nossa economia como motor do desenvolvimento, com base no crescimento do investimento e na inovação, nas exportações, na produção de bens transacionáveis e na reposição do rendimento e do poder de compra das pessoas. E há que promover a eficiência do Estado e a qualificação dos serviços públicos de forma a torná-los mais próximos dos cidadãos e mais amigos das empresas.

A JSD Distrital de Lisboa tem procurado servir os interesses concretos dos jovens e da nossa sociedade como um todo. A JSD Distrital de Lisboa não se tem coibido de participar ativamente na vida política do distrito de Lisboa e do país, procurando ser uma voz de relevo junto do PSD e dos atores políticos para a construção de uma sociedade desenvolvida, meritocrática, coesa, norteada pela justiça social e com mais oportunidades para as novas gerações.

Nos meses de Fevereiro e Março de 2017, a JSD Distrital de Lisboa elegeu o Emprego como tema de mais um Mês temático da sua atividade política. Nesse Mês do Emprego reunimos e discutimos com 10 organizações de relevo na sociedade, e em particular com temas relacionados com a competitividade e empregabilidade na nossa economia: StartUp Lisboa, Fábrica de Startups, Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Portugal Ventures, UGT – Comissão de Juventude, AICEP, CIP e ainda, 3 empresas, o Huawei, Cabify e Santander Totta.

Desse período de reflexão, debate de ideias e reuniões sobre Emprego, e em particular Emprego Jovem, a JSD Distrital de Lisboa concluiu que as propostas que iriam ser o resultado político desse mês, abordariam aquele que é o tema que justifica a ausência de mais oportunidades para os mais jovens no que diz respeito ao Emprego: os baixos índices de competitividade de Portugal, nomeadamente no contexto do mundo desenvolvido, onde queremos figurar.

Dessa conclusão, resultam propostas políticas claras e objetivas para reforçar a competitividade da economia Portuguesa e, dessa forma, melhorar as condições de empregabilidade da população portuguesa.

A título de enquadramento refira-se que, no Relatório Global de Competitividade 2017/2018 do World Economic Forum, Portugal posiciona-se em 42º, uma queda de quatro posições face a ano anterior. No panorama europeu, há muita margem para progredir e alcançar (e até superar) a média europeia. Segundo o mais recente Boletim Económico do Banco de Portugal, é salientado que os ganhos de quota de mercado das exportações provieram do aumento da “capacidade competitiva das empresas portuguesas”, mesmo quando em condições desfavoráveis de indicadores tradicionais de competitividade.

Não existe competitividade sem conhecimento e talento, sem olharmos para o futuro, sem acreditarmos no sistema político, sem sentirmos que poderemos ter Justiça quando necessária, e sem termos a certeza de que o Estado não impede o crescimento. É essencial, pelo futuro do nosso país, pensarmos mais além do que o implementado e mais além do que foi conseguido até agora. Os tempos assim o exigem e, nós, os jovens, temos de o exigir também: Portugal tem de ser mais competitivo.

Somos jovens, somos da JSD e temos esse sonho. Um país competitivo, que dá cartas na Europa e no Mundo, que oferece oportunidades aos seus cidadãos e que é um exemplo no contexto internacional como terra de sonhos e oportunidades, onde se vai mais longe quanto maior é o nosso talento, a nossa vontade de trabalhar, inovar e empreender. Com este documento, apresentamos uma agenda em que se elegem 6 eixos estratégicos para a Competitividade. Ao todo, são 40 medidas políticas, repartidas entre os vários eixos, que seguem esse objetivo. A JSD Distrital de Lisboa acredita nesse objetivo – Competitividade: Por um Portugal com Futuro.

Alexandre Poço

Presidente da JSD Distrital de Lisboa