Foi no mês de Abril, e foi no 25º congresso. O paralelismo óbvio converge também por aqui se ter feito história. Margarida Balseiro Lopes entra nos anais da história da República Portuguesa como sendo a primeira mulher na história a liderar a Juventude Social Democrata. 

Da Marinha Grande para o mundo, Margarida acaba de conquistar Portugal através das suas ideias, projectos e do seu espírito inovador, trazendo a público um leque de ideias que são e devem ser do interesse de qualquer jovem. Juntou uma equipa milimétricamente adequada às respostas que ver serem dadas, com companheiros provenientes de lés a lés de um Portugal plural, e deposita em todos eles uma grande confiança com base nos créditos firmados nas demais estruturas de onde provêm. Engane-se quem acha que foi uma questão sexista que a fez chegar onde está; se assim é, não lhe são conhecidos os seus verdadeiros méritos.

Ressalve-se tambem o que há muito fazia falta; houve duas listas, houve dois candidatos, e por isso houve um confronto de ideias. Mas a social-democracia é mesmo isto. A pluralidade existe, é saudável, e recomenda-se. Afinal se acreditamos em tudo de igual forma, ou somos todos loucos ou somos mentirosos!

É um fardo que carrega, o facto de ter a seu mando uma juventude partidária que por esse país fora é injusta e infundadamente reconhecida como uma escola de manhas, de cacique e de estratégia política no pior dos seus sentidos. Por outro lado, a crescente descrença dos jovens no meio político completa a paridade dos maiores desafios com que se depara no que toca à imagem de um político nos dias de hoje. No entanto, aos melhores guerreiros os maiores desafios, e tamanhos desafios exigem um líder nato e competente. 

A JSD é de quem a quer, e de como a quer. Os que nela militam, fazem dela o que é nos dias de hoje. Os valores de liberdade, igualdade e solidariedade que tão bem patenteados estão, andam de mãos dadas com tantos outros que por aqui transpiram. Provas disso foram dadas até e durante o congresso que elegeu a nova presidente da JSD: o trabalho, a dedicação, a formação, o carácter, a virilidade, a irreverência, astúcia, o interesse pelos demais temas entre muitos outros predicados, munem a inveja saudável que partido e outras juventudes partidárias têm sobre nós.

Mas o princípio básico para aqui se estar é só um: vontade de trabalhar. Foi por isso que fui trazido para a “J”, e foi por isso que agora colaborei na Moção de Estratégia Global da nossa Margarida. E a forma foi bastante simples: para colaborar na MEG da “Meggy” bastou um simples debate de ideias sobre o futuro da J, e dos jovens portugueses, para a própria me convidar a fazer parte deste trabalho. Humildemente aceitei honroso cargo, impondo eu apenas uma condição: não queria que me fosse atribuído qualquer cargo nas novas estruturas, uma vez que estou a meses de fazer os 30. Ora, e porque não queria deixar estes créditos por mãos alheias, uma vez mais arregacei as mangas e fiz-me ao trabalho. E como eu, assim o fizeram todos aqueles que contribuíram para esta moção. O resultado foi a elaboração de uma moção de excelência, com objectivos apenas alcançáveis à custa de muito esforço. 

Por agora, vira-se uma página nesta história e os olhos curiosos do que agora se vai escrever são muitos. Fácil certamente não será o caminho a percorrer, porque se assim o fosse, outros lá estariam. 

És agora a mulher ao leme deste barco. Desejo-te que o leves a bom porto. E desejo-te sorte, mesmo sabendo que sorte conquista-se à custa de muito trabalho. Mas sei que a vais conquistar, como conquistaste Portugal!

Pedro Castanheira Lopes
Vogal da JSD Distrital de Lisboa